terça-feira, 6 de julho de 2010

Madrugada Solitária



É estranho perceber, como num estalo, em uma conversa dom uma amiga num estado parecido, como a solidão pesa mais depois de certa idade em nossas vidas. Para quem é novo não irá entender bem o que me refiro, pois na juventude temos uma maior capacidade de lutar contra e por muitas vezes até condições de vence-la. Mas agora, depois de ter ultrapassado meus trinta anos e vendo que cada ano termina como areia na ampulheta (e já estamos em julho) percebo o quanto é mais profundo estar só hoje do que era em vinte e poucos anos. Na adolescência então? As vezes assistindo um filme eu já esquecia a sensação... Mas ao passar do anos a "coisa" se expande como um câncer, como raízes de uma árvore milenar se agregando cada vez mais ao solo e determinando seu território. É difícil, não nego. E é fraqueza de minha parte também, para alguém que sempre soube lidar com a solidão por uma vida inteira, mas pelo menos ainda não tenho medo. Infelizmente sei que com o passar dos anos e a idade começar a pesar mais do que meu corpo aguentar sei que o medo virá a mim para terminar de formar o círculo. Se agora já vejo algo nebuloso para mim e sinto como um raio o tem passar por mim como será quando eu tiver mais dez anos no rosto?


Queria não ter que pensar nisso hoje, mas a insônia é um mal que faz a mente ir para direções que não desejamos nunca ir. É como pular do precipício... Não tem mais volta, agora é admirar a paisagem e aguentar a queda.

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