"Para expor meus desejos mais insanos, meus monstros mais íntimos, meu grito silencioso e todas as minhas loucuras".
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Madrugada solitária
Sensação de solidão profunda, um cansaço pesado e não desejado. Não é um cansaço de um trabalho bem feito, de um fim de dia, de uma jornada ou missão.É um cansaço de tudo acompanhado de uma tristeza da vida, de uma solidão que por mais que me esforce eu não consigo vencer.
Mas um dia se passou, é madrugada de terça, ainda estou aqui, disso eu sei. Nenhuma satisfação, nem motivos para sorrir como um idiota que está simplesmente feliz. Poderia dizer agora que sinto falta da infância, mas para ser franco, minha infância é algo que tento não recordar. O corpo está exausto agora, antes estava bem, estava vivo, em chamas efeito da adrenalina, mas mesmo assim não afasta o que me assombra. Hoje saí e retornei para casa pensando na vida. Na verdade na vida que não tive e que não tenho. Estava tentando enxergar de longe, por um outro ponto de vista, uma saída, um fim de túnel, uma luz para conseguir encontrar-me novamente. Depois de muitos anos pensei em rezar novamente. Lembro que até meus quinze anos rezava todos as noites antes de dormir (orava pela minha família e para ajudar meus inimigos, estranho não é?), sei bem pois mesmo anos depois ainda haviam os calos em meus joelhos. Hoje não os vejo mais. Talvez assim, retomando algo que fazia por natureza eu recobre alguma paz pelo menos.
Mais de trinta anos e ainda estou sem saber para onde ir e nem o que faço aqui. Sei que sou mais forte agora, mesmo com um corpo tão ruim, mas não sei se força é algo que me serve agora. Preciso de respostas, de um sentindo, de um caminho e de não mais sentir essa tristeza profunda e dessa solidão que consegue me derrubar até depois de velho. Preciso de uma verdade que não seja somente essa que vejo, pois o que tenho não me ajuda muito a sobreviver e continuar seguindo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário